O direito à cidade de crianças e adolescentes a partir de uma perspectiva ecofeminista: análise das primeiras superilles da cidade de Barcelona
Resumo
Este artigo analisa se as primeiras superilles construídas na cidade de Barcelona promovem os direitos de meninas, meninos, menines e adolescentes a habitar, transformar e desfrutar do espaço urbano a partir de uma perspectiva ecofeminista. Parte-se do conceito de "direito à cidade" (Lefebvre, 1968; Tonucci, 1997 e Harvey, 2012) e do urbanismo ecofeminista (Colectiu Punt6, 2020; Proactivas, 2022 e Muxi, 2019 e 2023), o que permite questionar o modelo urbano tradicional por ser androcêntrico, adultocêntrico e pouco inclusivo -ou, até mesmo, excludente-, visibilizando as desigualdades estruturais e propondo um modelo urbano centrado nos cuidados, na sustentabilidade e na justiça social. Após uma primeira seção teórica, são estabelecidas cinco dimensões-chave que servem como guia para analisar as superilles dos bairros de Poblenou, Horta e Sant Antoni: a caminhabilidade, a jogabilidade, a naturalidade, a diversidade e a saúde. A análise revela avanços significativos em termos de acessibilidade, espaços de jogo, áreas naturais e saúde pública. No entanto, também são identificadas limitações como a baixa participação cidadã nos processos de design, a baixa apropriação por parte de adolescentes e jovens e uma implementação parcial dos princípios ecológicos. Tudo isso permite concluir que, embora as superilles representem uma ferramenta potencialmente transformadora, sua eficácia depende de uma implementação mais inclusiva, participativa e adaptada às necessidades reais da cidadania como um todo.
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