Famílias Acolhedoras e Primeira Infância: Contribuições para o Desenvolvimento de Bebês em Situação de Vulnerabilidade Extrema
Resumo
O objetivo deste estudo é o de explorar e descrever a incidência do cuidado oferecido por famílias acolhedoras a bebês em situação de extrema vulnerabilidade, abandono e risco de morte, na região metropolitana de Buenos Aires, República Argentina, a partir da abordagem da psiconeuroimunoendocrinologia (PNIE), com ênfase na perspectiva da teoria do apego e da psicanálise. Adotou-se uma abordagem qualitativa, baseada em entrevistas em profundidade com 15 famílias acolhedoras pertencentes a uma fundação que as reúne e seis profissionais da saúde envolvidos nos primeiros cuidados neonatais. Foram identificadas as características essenciais das famílias acolhedoras no desenvolvimento integral de 35 bebês sob seus cuidados no período de 2023 a 2024. As técnicas utilizadas incluíram entrevistas em profundidade, observação e diário de campo. A análise foi realizada por meio da triangulação das unidades de análise, o que permitiu contrastar e enriquecer a compreensão do fenômeno a partir de diferentes perspectivas. Entre as principais conclusões, destaca-se o papel das famílias acolhedoras, cujas características descritas favorecem o desenvolvimento integral dos recém-nascidos em situação de alta vulnerabilidade. O cuidado integral e a sintonia afetiva favorecem a construção precoce do apego, condição fundamental para a sobrevivência e o neurodesenvolvimento. Além disso, os resultados evidenciam que o vínculo afetivo precoce, o acompanhamento de uma rede social e comunitária articulada e o acesso a recursos psicossociais são fatores-chave tanto para o bem-estar dos bebês quanto para a sustentabilidade do papel desempenhado pelas famílias acolhedoras.
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