Como investigar violência de gênero em meninas com e sem deficiência? Metodologias a partir de uma revisão narrativa
Resumo
Este artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura centrada nas metodologias empregadas na investigação da violência de gênero contra meninas, com e sem deficiência. A partir de uma busca situada e contextualizada, foram identificados quatorze estudos publicados entre 2000 e 2024. A escolha pela revisão narrativa justifica-se tanto pela escassez de pesquisas nesse campo quanto pela necessidade de desenvolver uma análise profunda, flexível e crítica dos enfoques metodológicos disponíveis. Os resultados evidenciam uma grande diversidade de técnicas utilizadas, entre as quais: entrevistas individuais, grupos focais, testes de apreciação infantil, inquéritos estruturados, questionários escolares, observação participante, análise de prontuários e iniciativas pedagógicas, como clubes de leitura. As metodologias qualitativas, especialmente aquelas que priorizam a escuta ativa e a interpretação situada, mostram-se mais eficazes para compreender a complexidade das experiências de violência vividas por meninas. Identificam-se limitações éticas, baixa sistematização dos procedimentos e uma insuficiente incorporação de perspectivas interseccionais. A escola emerge como um espaço chave tanto para a reprodução quanto para a transformação de práticas violentas. Sob uma perspectiva baseada nos enfoques dos direitos humanos, da interseccionalidade e dos estudos da infância, destaca-se a importância de reconhecer as meninas como agentes epistêmicos nos processos de investigação, com capacidade para oferecer conhecimentos significativos sobre as suas próprias experiências. Este trabalho oferece orientações metodológicas que podem contribuir para o fortalecimento de futuras pesquisas e políticas públicas comprometidas com a infância.
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