O Brasil e a política espacial de «não alinhamento ativo»

Palavras-chave: estratégia pendular, não alinhamento ativo, poder regional, política espacial, rivalidade internacional

Resumo

A rivalidade emergente entre os Estados Unidos e a China é a característica mais marcante da política internacional no futuro próximo. À medida que ambas as grandes potências buscam salvaguardar e promover seus interesses nacionais, as pesquisas têem se concentrado cada vez mais em como essa rivalidade moldará a política regional em todo o mundo. No entanto, a rivalidade também se manifestará no espaço exterior devido ao seu papel crucial em termos de segurança e economia. A posição geográfica única do Brasil, seu envolvimento de décadas em atividades espaciais e sua ambição política de se tornar um ator espacial relevante o tornam um importante ator latino-americano na rivalidade internacional emergente. A política espacial brasileira de «não alinhamento ativo» visa priorizar seus interesses nacionais, aproveitando as oportunidades oferecidas pelas duas grandes potências rivais. Compartilha a ênfase da estratégia pendular em evitar opções de alinhamento binário, ambiguidade estratégica e contradições calculadas, e em maximizar a agência e a margem de manobra. Este artigo analisa a crescente importância geopolítica do espaço na rivalidade emergente entre China e EUA, com foco em como o Brasil interage com as duas superpotências em um ambiente geopolítico polarizado. O artigo também avalia as aspirações espaciais do Brasil e como uma estratégia espacial sólida pode ajudar o Brasil a manter uma posição de liderança na América Latina. Nesse sentido, o artigo destaca os arcabouços geopolíticos, jurídicos e políticos brasileiros em relação ao espaço sideral e reflete sobre os desafios e oportunidades atuais para as nações emergentes, especialmente na região, ao se engajarem na complexa rivalidade internacional pelo domínio espacial.

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Publicado
2025-11-20
Como Citar
Luis da Vinha y Gonçalves de Oliveira V. . (2025). O Brasil e a política espacial de «não alinhamento ativo». Geopolítica(s). Revista de estudios sobre espacio y poder, 16(2), 261-277. https://doi.org/10.5209/geop.98687
Secção
Artigos