Teorias clássicas da comunicação no ambiente digital: uma revisão da literatura
Resumo
Introdução: As plataformas de mídias sociais reconfiguraram profundamente a comunicação moderna, permitindo que os usuários criem e distribuam ativamente conteúdo em vez de apenas consumi-lo.
Metodologia: Esta revisão sistemática examinou pesquisas revisadas por pares que aplicam teorias clássicas da comunicação —como Usos e Gratificações, a Teoria das Redes Sociais e a Teoria da Autoapresentação— aos ambientes das mídias sociais, com foco em artigos de acesso aberto dentro dos estudos de Comunicação.
Resultados: As evidências sugerem que, embora as motivações fundamentais dos usuários —busca de informação, entretenimento, conexão social— permaneçam relevantes, a interação entre indivíduos e algoritmos intensifica o desempenho identitário, o engajamento comunitário e a influência online. Os influenciadores funcionam como líderes de opinião-chave, remodelando as percepções do público e promovendo novas formas de participação digital. Além disso, o discurso político é democratizado, mas suscetível a câmaras de eco e polarização. A comunicação de marca também se beneficia do marketing impulsionado por influenciadores e das recomendações geradas pelos próprios usuários, que podem moldar rapidamente as percepções dos consumidores.
Conclusões: Embora os referenciais teóricos clássicos mantenham um poder explicativo significativo, eles devem incorporar características específicas das plataformas, como os ciclos de retroalimentação em tempo real, os mecanismos de personalização e as interações transnacionais. Ao integrar constructos estabelecidos com métodos interdisciplinares, os pesquisadores podem avaliar com mais precisão processos comunicativos complexos e de alta velocidade. Em última análise, esses achados confirmam que os paradigmas tradicionais continuam a ser fundamentais para a pesquisa em mídias sociais, desde que se adaptem às condições tecnológicas em evolução que ampliam a conectividade global e a agência do usuário. Assim, as abordagens clássicas permanecem indispensáveis para interpretar a ecologia digital em constante transformação.
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