"Aú, água fresca, água fresquinha": un análisis humanístico sobre la figura de los gallegos aguadores en Lisboa

  • Ana Claudia Pérez Coelho Investigadora independente no âmbito das Humanidades (Língua, Cultura e Literatura
Palabras clave: Gallego, inmigrante, Lisboa, fuente, aguador.

Resumen

Conocidos por su fuerza, determinación y resistencia, los gallegos han sido desde la Antigua Roma un pueblo digno de admiración. Estas cualidades no cambiaron como inmigrantes en la ciudad de Lisboa. Representaban un buen número, por no decir miles, que se dedicaban a trabajos de carácter especialmente servil y arduo, entre los que destaca el de aguador, persona que transportaba y vendía agua por la calle. En Lisboa, el trabajo de aguador significaba, además, extinguir los complicados fuegos de las casas y ser el mensajero particular y fiel para cualquier asunto, incluso, los amorosos. Este estudio tiene como objetivo mostrar, desde un análisis humanístico, la figura de los aguadores gallegos en Lisboa. Se centra, mayormente, en el papel económico, social y cultural que ha representado para la ciudad y en su decadencia como colectivo inmigrante que un día dominó el abastecimiento de agua de la capital, consiguiendo finalmente perpetuarse en la memoria de la ciudad y formar parte de la literatura lusa.

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Cómo citar
Pérez Coelho, A. C. (1). "Aú, água fresca, água fresquinha": un análisis humanístico sobre la figura de los gallegos aguadores en Lisboa. Madrygal. Revista De Estudios Gallegos, 21, 189-204. https://doi.org/10.5209/MADR.62600
Sección
Artículos