Racionalidade Humiana: Mais Do Que Puramente Instrumental?
Resumo
A teoria da racionalidade prática de David Hume foi analisada em detalhe na história do pensamento ético, político e econômico. Frequentemente, atribui-se a Hume uma concepção puramente instrumental da racionalidade, na qual as razões práticas são meros instrumentos para alcançar fins desejados. Este artigo tem como objetivo questionar essa interpretação, argumentando que, embora Hume critique o papel da razão na tomada de decisões práticas, sua teoria da racionalidade prática é muito mais complexa e contém elementos normativos.
Em suas Lições sobre a História da Filosofia Moral, John Rawls formula e desenvolve essa interpretação padrão de Hume de maneira paradigmática ao afirmar que sua teoria da racionalidade é puramente empírica, psicológica e instrumental. Rawls sustenta que Hume não fornece uma base sólida para a moralidade, o que leva à conclusão de que a racionalidade prática é simplesmente uma questão de coerência entre meios e fins. No entanto, pode-se argumentar de forma conclusiva que Rawls ignora a complexidade da própria teoria humiana. A crítica de Hume à razão não implica que ela careça de uma base normativa. Pelo contrário, sugere uma reconfiguração de como devemos entender a moralidade e a racionalidade.
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