Da justiça comutativa ao sistema de liberdade natural: continuidades e tensões na obra de Adam Smith
Resumo
Este trabalho examina a noção de justiça nas duas principais obras de Adam Smith —A teoria dos sentimentos morais e A riqueza das nações— com o objetivo de esclarecer as razões teóricas e conceituais que explicam a inconclusão de sua projetada ciência da jurisprudência. Argumenta-se que Smith adotou da tradição clássica a noção de justiça comutativa, erigindo as leis que protegem a vida, a pessoa, as posses e a propriedade como um núcleo jurídico sagrado e irredutível. Em A teoria dos sentimentos morais, a justiça apresenta-se como uma virtude coercível e necessária, fundada na aprovação instintiva do castigo diante do dano; em A riqueza das nações, essas mesmas leis constituem a condição necessária, embora não suficiente, do sistema de liberdade natural e do progresso comercial. A análise sugere que esse núcleo jurídico irredutível foi assumido —sem ser questionado ou fundamentado— pela economia política do século XIX.
Downloads
##submission.format##
Licença
La revista Iberian Journal of the History of Economic Thought, para fomentar el intercambio global del conocimiento, facilita el acceso sin restricciones a sus contenidos desde el momento de su publicación en la presente edición electrónica, y por eso es una revista de acceso abierto. Los originales publicados en esta revista son propiedad de la Universidad Complutense de Madrid y es obligatorio citar su procedencia en cualquier reproducción total o parcial. Todos los contenidos se distribuyen bajo una licencia de uso y distribución Creative Commons Reconocimiento 4.0 (CC BY 4.0). Esta circunstancia ha de hacerse constar expresamente de esta forma cuando sea necesario. Puede consultar la versión informativa y el texto legal de la licencia.
La revista Iberian Journal of the History of Economic Thought no cobra por tasas por envío de trabajos, ni tampoco cuotas por la publicación de sus artículos.




