O surgimento da concepção de racionalidade na economia dominante
Resumo
Racionalidade é um termo carregado de significados. Quando dizemos que o comportamento de uma pessoa é racional, insinuamos que ela age como deveria agir. A dimensão normativa da racionalidade é frequentemente confundida, senão deturpada, pelos cientistas sociais. Os historiadores do pensamento econômico não estão imunes a esse problema. A tese principal deste ensaio é que o uso mais antigo do termo racionalidade na Economia aparece nos trabalhos de Lionel Robbins e Paul Samuelson na década de 1930, os quais identificam racionalidade com consistência ou transitividade das preferências. Utilizando evidências textuais, mostro que os economistas neoclássicos que os antecederam não usavam o termo “racionalidade” e, embora usassem o termo “lógica”, o faziam sem nenhuma pretensão normativa. Identifico três marcos no processo de surgimento de uma concepção de racionalidade na Economia. O primeiro foi a separação feita por Jevons entre Economia e Ética, e a delimitação do escopo da Ciência Econômica. O segundo marco foi a noção de bens econômicos e escassez formulada por Carl Menger. O terceiro e último marco foi a reinterpretação da utilidade feita por Vilfredo Pareto como uma escala ou ordenação de preferências, e seu aprimoramento por Hicks e Allen. Por fim, discuto brevemente algumas limitações conceituais da concepção dominante de racionalidade na Economia.
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