Alianzas resilientes: movimiento cooperativo portugués en la transición a los tiempos modernos (1867-1933)

  • Joana Dias Pereira Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Portugal
Palabras clave: Análisis a largo plazo, Instituciones premodernas para la acción colectiva, Datos empíricos históricos, Legado histórico, Movimiento cooperativo portugués.

Resumen

Este artículo analiza la emergencia del movimiento cooperativo en Portugal a fines del siglo XIX y principios del XX, enfocando el legado premoderno revelado en el origen social de sus promotores, así como en los valores morales y objetivos propuestos. Se basa en una revisión exhaustiva de los actos y estatutos fundacionales de las sociedades cooperativas y en la comparación entre estos últimos y las normas escritas de las instituciones premodernas para la acción colectiva: los regimientos de los gremios de oficios y las posturas municipales de las comunidades rurales. Los datos disponibles permiten sostener que las primeras cooperativas, después de las sociedades de ayuda mutua, fueron creadas principalmente por la comunidad artesanal, que utilizaba la cooperación para asegurar la continuidad de las antiguas prácticas. Las funciones cumplidas por los gremios artesanales, las hermandades, los comunes y otras instituciones premodernas fueron superadas por sus contrapartes modernas en un proceso de ajuste institucional al nuevo marco político y legal. De esta manera, se argumenta que, a pesar de la naturaleza diferente del movimiento de asociaciones voluntarias decimonónicas, la resiliencia del autogobierno, la mutualidad y el control social tiene que estar relacionada con la previa acción colectiva corporativa multisecular.

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Publicado
2018-07-19
Cómo citar
Dias Pereira, J. (2018). Alianzas resilientes: movimiento cooperativo portugués en la transición a los tiempos modernos (1867-1933). REVESCO. Revista De Estudios Cooperativos, 128, 59-75. https://doi.org/10.5209/REVE.60733
Sección
Artículos