Protagonismo infantil na escola. Relações pedagógicas na construção da cidadania

  • Siu Lay-Lisboa Universidad Católica del Norte
  • Evelyn Araya-Bolvarán Universidad Católica del Norte
  • Camila Marabolí-Garay Universidad Católica del Norte
  • Gabriela Olivero-Tapia Universidad Católica del Norte
  • Carolina Santander-Andrade Universidad Católica del Norte
Palavras-chave: Método qualitativo, crianças, escola, protagonismo infantil, relação pedagógica, cidadania.
Agências: Esta publicación contó con el apoyo del Convenio de Desempeño Educación Superior Regional UCN1895 del Ministerio de Educación, y el Observatorio de Investigación Interdisciplinaria en Educación para la Ciudadanía OIIEC-UCN.

Resumo

Entendemos que a escola como espaço institucional desempenha um papel fundamental na provisão do direito à educação de crianças e adolescentes. Neste espaço, (re)produz-se e intercambiam-se conhecimento e relações de poder-conhecimento entre docentes e estudantes através de relações pedagógicas. Este estudo procura compreender, a partir de uma metodologia qualitativa, como são articulados os discursos de docentes e estudantes nesta (re)produção. As dimensões da análise são: relações pedagógicas, protagonismo infantil e cidadania no contexto escolar. Participaram no estudo 12 estudantes e 6 docentes pertencentes a uma escola pública do Chile). Realizaram-se grupos de discussão e técnicas dialéticas participativas com crianças de 10 e 11 anos e entrevistas individuais a docentes. Os resultados demostram que na escola o exercício do protagonismo infantil está principalmente ligado ao espaço do interior da sala de aula, estendendo e ampliando a sua forma académica de participação ao espaço exterior à sala de aula onde coexistem (im)possibilidades que facilitam e/ou dificultam a expressão do protagonismo infantil. Distinguem-se três figuras de docentes que expressam relações pedagógicas diferenciadas: motivadores, afetivos e disciplinares. As formas de cidadania reproduzir-se-íam em espaços infantilizados, onde a infância é concebida desde uma moratória social. Discute-se sobre a recursividade do paradigma centrado no adulto, o pseudoprotagonismo e sua articulação com o exercício da cidadania.

Biografia do Autor

Siu Lay-Lisboa, Universidad Católica del Norte

Dra. en Investigación e innovación en Educación

Académica Escuela Psicología

Facultad Humanidades

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Publicado
2018-08-08
Como Citar
Lay-Lisboa, S., Araya-Bolvarán, E., Marabolí-Garay, C., Olivero-Tapia, G., & Santander-Andrade, C. (2018). Protagonismo infantil na escola. Relações pedagógicas na construção da cidadania. Sociedad e Infancias, 2, 147-170. https://doi.org/10.5209/SOCI.59474