Explorando a hipersexualização feminina no Instagram

um estudo de caso sobre hashtags e imagens geradas por inteligência artificial

Palavras-chave: hashtags, redes sociais, mulheres, mineração de texto, inteligência artificial

Resumo

O objetivo deste estudo é investigar o papel dos hashtags e das tecnologias avançadas de inteligência artificial, como as Redes Geradoras Adversariais (Generative Adversarial Networks), na amplificação e disseminação de imagens hipersexualizadas de mulheres no Instagram. Através de uma análise de estudo de caso com dados públicos do Instagram, a recolha de dados envolveu técnicas de web scraping e análise de hashtags relacionadas com imagens geradas por IA, particularmente aquelas associadas à hipersexualização feminina. Foi utilizada uma combinação de mineração de texto, análise de frequência e análise de redes, recorrendo ao software Gephi, para interpretar os dados. Os resultados indicaram que hashtags como #aigirl, #aiart e #stablediffusion são frequentemente utilizadas em publicações com imagens hipersexualizadas de mulheres, facilitando a disseminação rápida e organizada desse tipo de conteúdo e suscitando significativas preocupações éticas e de segurança. O estudo também evidenciou a presença de conteúdos problemáticos mesmo em hashtags moderadas, revelando limitações nas práticas atuais de moderação de conteúdo. Em conclusão, embora os hashtags organizem e promovam eficazmente o conteúdo nas redes sociais, também podem contribuir para a propagação de estereótipos prejudiciais e para a objetificação das mulheres, fenómeno agravado pelas imagens geradas por inteligência artificial.

Biografias do Autor

Geovana José, Universidade Federal de Goiás

Geovana José é bacharel em Gestão da Informação pela Universidade Federal de Goiás (2024) e é candidata a um MBA em Ciência de Dados e Análise na Universidade de São Paulo. Atualmente, realiza mestrado em Comunicação, na linha Mídia e Informação, na Universidade Federal de Goiás. Os seus interesses de investigação incluem ciência de dados, inteligência artificial, redes sociais e mineração de dados.

Rizia Rocha-Silva, Universidade Federal de Goiás

Doutoranda em Ciências da Saúde na Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Licenciada em Educação Física pela Universidade Estadual da Bahia. Membro do Laboratório de Avaliação do Movimento Humano (LAMOVH/UFG), com investigação nas áreas de Epidemiologia da Atividade Física, doenças neurológicas e aplicação de Inteligência Artificial Generativa.

Douglas Cordeiro, Universidade Federal de Goiás

É professor da Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenador do Grupo de Investigação em Tecnologias e Computação Aplicadas à Informação e Comunicação (GTA/UFG) e docente do programa de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM/UFG). Possui pós-doutoramento na Faculdade de Informação e Mídias Audiovisuais da Universidade de Barcelona e pós-doutoramento em Jornalismo pela Universidade Fernando Pessoa, Portugal, bem como doutoramento em Ciência da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo, Brasil. É especialista em inteligência artificial aplicada pelo Instituto Federal de Goiás, Brasil, e licenciado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Goiás, Brasil.

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Publicado
2026-03-11
Como Citar
José, G., Rocha-Silva, R., & Cordeiro, D. (2026). Explorando a hipersexualização feminina no Instagram: um estudo de caso sobre hashtags e imagens geradas por inteligência artificial. Documentación de las Ciencias de la Información, 49, 223-233. https://doi.org/10.5209/dcin.104448