Comentarios de lectores/as

Belo periódico!

Sebastião Marinho (08-12-2017)


Dizem que o amor é ter alguém para passar o dia dos namorados, frequentar a vivenda da sogra no almoço de domingo, ser apresentado à família e aos amigos.

Porém não, para mim o amor não é isso, ou melhor, o amor não é só isso. O amor não tem um padrão, não possui uma fórmula mágica, o amor não serve para quem precisa do amor, o paixão é para quem é amor.



O paixão é muito maior do que cumprir protocolos sociais, isso é namorar, mas nem constantemente quem se patroa está junto, e nem sempre quem está longe não se governanta. O paixão não é amar um varão ou uma senhora, o paixão é amar a toda gente como eles são, o paixão não possui um limite de pessoas a quem amar, o paixão é infinito, é eterno e é incondicional.
Quem procura por algo não procura o amor, o paixão já existe em nós, basta reconhecer, basta reconhecer dentro do outro. Quem procura por algo, procura uma aprovação, procura pertencer a alguma coisa, a porno algum conjunto social, a alguém, porém o amor não pertence a ninguém, o paixão é pleno, é constante, é de forma livre.

Ser de forma livre é ser paixão, é estar amando a si mesmo, amando aos outros pelo que são, não pelo papel que desempenham. O amor não necessita que o outro o ame, o paixão é continuamente amor, este não oferece nada em troca de algo, o paixão é caridoso, o paixão não se mendiga amor, quem mendiga atenção é o ego, a carência, o apego, isso é a falta de amor.
O paixão não possui cor, gênero, idade, nível social, o paixão é único, o amor é completo, o amor não precisa de máscaras, não precisa se esconder, quem se esconde é o ego, a culpa, o pavor, a vergonha, e isso é o oposto do amor.
O amor é universal, quando há paixão não há fronteiras, não há condições, quem estipula condições é o extrínseco, é o imaginário, o paixão é real, e ser real é ser amor.


A verdade sobre o paixão, absolutamente ninguém conta, porque nem o mundo inteiro o conhecem, porque a maior parte anda perda, identificada com o ego, com os parâmetros sociais, com a aprovação social, com estereótipos, porém o amor não é nada disso; a verdade sobre o amor é que o amor é única verdade.
O amor não é fraqueza, é através dele que se encontra força, força para ser quem verdadeiramente somos, amar é perceber o paixão no outro, é perceber que há claridade no outro, é enxergar o mundo com um outro olhar, sem julgamentos, sem rótulos, sem culpa, sem medos, só com paixão.

Você não patroa uma exclusivamente persona, você não pertence a uma pessoa, você é liberdade, é seu, pertence só a você, e quando você pertence unicamente a você, quando você se nutriz pelo que é, quando você leva paixão independente a quem seja, você logo se integrou ao todo, você virou o todo, você se transformou em paixão, e agora tudo ao seu redor é paixão, tudo é belo e tudo compõe o todo.

O paixão não segrega as pessoas, não divide, não individualiza absolutamente ninguém, o paixão é a tratamento, o amor une, compartilha, convida desconhecidos, cai no inesperado, abre as mentes oprimidas, o paixão vence a guerra, o amor é revolução, somente o amor pode converter o planeta.

Por consequência, comece por você: ame-se mas, não dependa de absolutamente ninguém, de nenhum papel social, não caia nas armadilhas do ego, não use máscaras, liberte-se, enfrente o ignoto, enxergue os outros com o coração e entregue-se ao paixão, dê amor, viva o amor, seja o amor!




Arte, Individuo y Sociedad
ISSN 1131-5598
ISSN-e 1988-2408

© . Universidad Complutense de Madrid
Biblioteca Complutense | Ediciones Complutense