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Passeio Na Praia Com Os Cães Requer Cuidados E Atenção A Areia E água Salgada

Joao Bryan Nogueira (18-05-2018)


Sempre amei de macacos. Dos poucos bichos de pelúcia que tive, todos eram primatas. Recomendo que leia mais sugestões a respeito este tópico acessando ao blog post; hospedagem para cachorro No zoológico, um especialmente me causava susto e estima: o gorila. Acho que era por respeito à agressividade aprisionada naquele animal de olhos tristes. Tenho a certeza de que não fui a única a ser marcada por eles. E, a começar por 2014, pude confirmar isso na literatura infantil, quando a Pequena Zahar publicou aqui dois livros do inglês Anthony Browne: Vozes no Parque e Na Floresta.


Foi paixão à primeira folheada. Pelo autor, pelos gorilas, por aquele mundo fantástico, sensível, surreal e solitário. Pelas fontes aos contos de fadas e à arte que ele esconde em seus desenhos. É uma delícia desvendar cada uma. Vozes no Parque, publicado originalmente em 1998, tem 4 protagonistas principais, todos gorilas, e quatro narrativas sobre o mesmo acontecimento, mostrando o ponto de vista de cada um. Uma mãe rica, que leva toda tua natureza esnobe e tua cachorra de pedigree para passear - solta o pet, porém deixa o filho Carlos aprisionado ao banco do parque.


Um pai desempregado, que leva tua filha, Manchinha, e o vira-lata pra uma volta sempre que procura empregos no jornal. O garoto Carlos, chateado por ser tão solitário, que tenta fazer amigos no parque em que tua cachorra está se divertindo. A garota Manchinha, que corre solta como seu cachorro e convida o moço infeliz e sozinho para brincar com ela. A história de imediato seria muito impressionante só por evidenciar para uma garota como há muitas vozes a respeito do mesmo acontecimento, e que é a ligação de todos esses olhares que constrói uma história.


Todavia tem mais. Além das ilustrações lindas, há fontes escondidas pra descobrir - estão lá Mary Poppins, o Baixo Príncipe, uma Mona Lisa desgostoso e o King Kong. Porém não apenas eles: árvores cantoras, Papai Noel mendigo, O Grito de Munch, rostos improváveis em equipamentos inanimados e várias algumas loucurinhas. Na Floresta, de 2004, traz de forma mais clara os protagonistas dos contos de fadas. O papel de Chapeuzinho Vermelho é dado a um menino que escolhe pelo caminho mais curto ao visitar a avó, em razão de não quer perder a volta do pai - se é que ele vai regressar.


Nesta jornada de enfrentamento do medo, o bebê descobre um sobretudo vermelho e um pirralho vendendo uma vaca leiteira, por exemplo. O jogo das fontes assim como aparece no quarto do protagonista, com o soldadinho de chumbo, e nas figuras escondidas nas árvores. Estas figuras enigmáticas e assustadoras, que executam parcela da constituição das árvores, estão assim como em O Túnel, que chegou nesse lugar em 2015, mas é de 1989 - se olhar com atenção, vai localizar os gorilas camuflados pela floresta. Esse livro conta a história de 2 irmãos muito diferentes, um bebê e uma criancinha, que brigam muito e são obrigados a ir um tempo juntos.


A certa altura, acham um túnel. A curiosidade vence o moço primeiro, que se embrenha pelo desconhecido. A irmã (de casaco vermelho) se cansa de esperá-lo, vai atrás e descobre uma floresta tenebrosa. Ursos, lobos, lápides, clavas medievais, javalis se perdem em contornos de árvores espantosas. E, pela clareira, o irmão transformado em pedra. Só o calor do carinho poderia salvá-lo, e não há lição melhor que essa. É exatamente o amor familiar que faz falta pra personagem do livro Gorila, de 1983, porém publicado pela Zahar em 2015. O pai de Hannah nunca tinha tempo pra levá-la ao zoológico pra visualizar o gorila, animal que amava.


Aliás, nunca tinha tempo para nada, a não ser trabalhar. Mas, no aniversário da garota, alguma coisa acontece: o gorila de pelúcia vira um bicho real, veste as roupas do pai e a leva passear no zoo. Os dois passam, dessa maneira, uma noite divertida, com direito a cinema, dança no gramado e lanche. Era só um sonho. Todavia, espera, o que faz uma banana no bolso do pai? As crianças vão gostar esse limite entre o universo onírico e o real.


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Se tudo prontamente parecia muito surreal, é em Tudo Muda, de 1990, todavia recentemente lançado no Brasil, que o nonsense atinge seu auge. A doideira ocorre no momento em que o pai de Gregório avisa que tudo iria variar quando ele voltasse com a mãe. O pirralho pira com essas frases. De repente, tudo parece estar em metamorfose. A chaleira se transforma em gato, a pantufa em pássaro, o sofá em jacaré, o rabo do gato em cobra e a poltrona em gorila (!). Os elementos se misturam, se confundem, se remetem.


A cada página, há muito a ser descoberto - e muita imaginação para ser despertada. Anthony Browne não é só um extenso autor ou um exímio ilustrador, ele é um mestre em brincadeiras visuais e domina como poucos as loucurinhas que passam na mente fértil das criancinhas. Fornece susto às vezes? Oferece, não é sempre que seus desenhos são fofos. Porém o sombrio está ali assim como para ser revelado e confrontado. No mínimo, é uma inspiração pra deixar a imaginação voar. Realmente compensa expor esse gorila pra teu filho. ARYANE CARARO é editora-chefe da Amadurecer e apaixonada por literatura infantil. Quer escrever pra ela?






Arte, Individuo y Sociedad
ISSN 1131-5598
ISSN-e 1988-2408

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